Primeiro aniversário de Eduardo Cunha na prisão; Ex-homem poderoso em Brasília e hoje entregador de marmitas em Curitiba

Eduardo Cunha está preso pela Lava Jato desde outubro de 2016

Foto: Guilherme Pupo/Folha Press/Reprodução

Nesta quinta-feira (19/10) completou um ano da prisão de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. Em outubro do ano passado, o parlamentar foi preso pela Polícia Federal em seu apartamento, em Brasília, por ordem do juiz Sérgio Moro, da Lava Jato.

À época do pedido de prisão, o magistrado considerou um risco eminente para aplicação da lei, uma vez que as contas do ex-deputado no exterior não foram identificadas em sua totalidade. O Ministério Público alegava risco de fuga de Cunha.

Durante o tempo em que está preso no Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, Eduardo Cunha não saiu do noticiário político. O ex-deputado ameaçou fazer um acordo de delação que poderia prejudicar mais de 150 parlamentares, mas ainda não o fez.

Citado em diversas delações desde sua prisão, a última acusação contra Cunha foi feita em depoimento do doleiro Lúcio Funaro, que afirmou que o parlamentar carioca recebeu R$ 1 milhão para comprar votos a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Rotina na cadeia

Preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, Eduardo Cunha não pode receber visitas íntimas devido a regras do presídio, uma vez que o local possui presos com alguma doença, segundo a direção da penitenciária.

O ex-presidente da Câmara é encarregado de distribuir marmitas para os outros detentos durante as refeições, incluindo o café da manhã servido às 6h. Segundo a Lei de Execução Penal, para cada três dias trabalhados, o detento abate um dia da condenação que, no caso de Cunha, foi de 15 anos e 4 meses.

Entre os colegas de presídio, Cunha é tratado como uma pessoa fria que não demonstra sentimentos.