Idoso morre após teto de asilo desabar em Frei Inocêncio

No momento do acidente, funcionários de uma empresa de aquecimento solar estavam sobre a estrutura realizando medições para a instalação de placas de energia


Um idoso de 79 anos morreu depois que o telhado do asilo onde ele morava desabou, em Frei Inocêncio, na região do Rio Doce, na tarde desta quinta-feira (7/12). No momento do acidente, funcionários de uma empresa de aquecimento solar estavam sobre a estrutura realizando medições para a instalação de placas de energia.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o caso ocorreu por volta das 15h30, quando três funcionários da empresa ArkSol estavam em cima do telhado do segundo pavimento do asilo. A estrutura de ferro não teria suportado o peso dos homens e desabou sobre um dos alojamentos. No espaço, com capacidade para 12 pessoas, havia três idosos – a maioria havia saído para o café da tarde.

Antônio Moreira Gonçalves, que tinha deficiência auditiva, foi atingido no tórax por um pedaço de parede que sustentava o telhado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital. Outros dois idosos, de 68 e 73 anos, foram atingidos por telhas e tiveram ferimentos leves. "Os funcionários da empresa de aquecimento solar disseram que haviam pedido para o pessoal do asilo retirar o pessoal de lá, mas parece que não houve essa conferência", disse o sargento Adilson Dias, do pelotão de Frei Inocêncio.

De acordo com a fundadora da Associação de Apoio ao Idoso Raimundo Benevides Filho, onde o acidente ocorreu, Jovenila Soares da Silva, os funcionários da empresa não teriam avisado aos colaboradores do asilo sobre o momento em que subiriam no telhado. "Nós temos uma construção de telha colonial de ferro, nunca caiu uma telha aqui, nunca aconteceu nada. Até agora eles não me apresentaram quem aqui eles avisaram que iriam subir", afirmou. "Quem ficou com o sofrimento e o prejuízo fomos nós", lamentou Jovenila. A família de Gonçalves foi comunicada sobre o ocorrido e, segundo ela, o idoso não era casado nem tinha filhos.

Conforme Jovenila, 93 idosos vivem no asilo, que sobrevive de doações e precisa de ajuda para a reforma. As pessoas que viviam no espaço interditado foram realocadas. A empresa ArkSol foi procurada pela reportagem, mas não foi localizada para comentar o assunto.